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Sobre as séries que ando vendo...

  • Nov. 7th, 2009 at 4:26 PM
angel
Depois dos últimos episódios de 'Vampire Diaries', um com o sujestivo nome de 'Lost Girls', chegue a conclusão de duas coisas.

Uma é que a Elena não virou uma Joey 2.0, na verdade, inverteram as personalidades de Elena e de Katherine... Que, a propósito, ficou bem legal em relação a personagem apresentada no 'Diários do Vampiro - O Despertar'. Muito legal mesmo! Não chega a ser exatamente como a Elena, assim como a Elena não é exatamente como a Katherine, mas a base da personalidade de cada uma está ali.

Duas é que o Kevin Williamson tem algum problema, pessoal, com as vamp-girls, pois não deixa uma ficar na série. E olha que tanto a Vicki, como a Lexi mereciam ficar... Mesmo sem saber se alguma das duas estão na história dos livros, eu queria que ficassem.

No entanto, só li o primeiro livro até aogra e ler o segundo, com certeza vai mudar algumas pespectivas... Não espero a hora de colocar as mãos no meu exemplar de 'Diários do Vampiro - O Confronto'! :D

Espero ver mais da Katherine em flash back, mas do que no livro 1... E também na série. Ainda falando nos livros, no episódio 'Lost Girls', quem leu o livro 1 vai reconhecer situações ocorridas, que deixa qualquer fã satisfeito. Eu fiquei. Mesmo que a série, a cada novo episódio, siga rumos próprios.

Além disso, os Love Triangles de Stefan/Elena/Damon ou Stefan/Katherine/Damon em 'Vampire Diaries' está ficando cada vez mais evidente, tenso e confuso... Acho que mais confuso, só os Triângulos apresentados em 'Stargate Universe'... Se bem que um, pelo que vi essa semana, está mais para quadrado. O episódio de ontem de SGU foi... Digamos, tenso. Muito tenso. ;)

O amor parece está no ar, no espaço... E não só entre os vampiros. Alias, está em toda parte, em todas as séries esse ano, independente do tema. Andam investindo pesado em relacionamentos amorosos de personagens... Até o Clark e a Lois, em 'Smallville', pararam com o chove não molha.

Particularmente, eu ando me cansando de tanto amor... Porque nada melhor que uma boa "tensão", no melhor estilo 'Arquivo X', seguida de muita ação... Onde estão as abelhas, quando mais se precisa delas?

Quer coisa melhor que a Lexi, a velha amiga vamp de Stefan, chegando em Mystic Falls e mostrando a Damon onde é o lugar dele. Aquilo foi ótimo! Acho que melhor que essa cena de 'Vampire Diaries', só a de 'New Moon' onde o Edward Cullen, vai levar uma surra dos Volturi na Itália...
Eu sou fãs dos 3 primeiros livros da saga 'Crepúsculo' e acho que o romance entre a Bella e o Edward é só um dos fatores da história. Tem mais que isso nos livros, especialmente no 'Eclipse', que acho o melhor dos 3. E não acho histórias com romance de todo ruim, desde que tenha um pouco de ação e aventura, dentro de uma trama bem traçada.

Quanto a 'Vampire Diaries', acho que a história está bem estruturada, com muita ação e terror na dose para o canal que a produz. Os relacionamentos estão bem direcionados e somados a muita ação, faz da série uma promessa, no melhor estilo Buffy&Angel.

E só para fechar o comentário sobre "amor no ar"... Já que 'Stargate Universe' também está voltando sua história para o romance, fico na torcida, espero que pelo menos 'V' tenha foco no que destacou a série antiga. Ação e conspiração. 'V' tem potencial para ser o novo Arquivo X, sendo que nesse caso, podem ter o bom senso de parar no filme 1. Ou seja, deixem as abelhas soltas na série. :D

Ainda bem que tenho uma zona neutra com 'Supernatural', que está melhor que nunca. O episódio dessa semana, dando ênfase ao lado cômico dos atores, conseguiu ser ao mesmo tempo divertido, tenso, assustador e revelador. Um bom episódio que me fez esquecer por completo, aquele com a "boneca de cera", que é melhor nem dizer o nome... Só que é desanimador pensar no DVD dessa temporada, ao lembrar do episódio. Bem que eles podiam fazer uma edição especial do DVD de 'Supernatural', sem o episódio da "boneca de cera". Não fazer edições especiais com extra, seria uma versão contrária. ;)

Nota: Destaque em 'V' para a brasileira Morena Baccarin como Anna. Ela ficou tão legal, quanto a Jane Badler como Dianna, lider dos visitantes, na versão da década de 80. E ela falando português brasileiro, enquanto a imagem do Cristo Redentou é exibida, com uma big nave espacial no fundo, é uma cena memorável. :D


Anna


Diana

K.R.

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Leo Jaime entrando em uma 'Cilada'...

  • Oct. 11th, 2009 at 8:14 AM
Cap Nascimento
Multishow estreou a nova temporada do programa 'Cilada' com muitas novidades, que inclui a presença de Leo Jaimes (como o chefe mala... Ele está mandando muito bem).

Nessa nova temporada, Bruno (Bruno Mazzeo) termina seu namoro com Débora (Débora Lamm) e curtindo sua vida de solteiro, você pensa que ele se livrou das ciladas (que em geral eram sempre culpa da Débora)... Mas é claro que não. Bruno vai conhecer novas garotas e ciladas novas também. Se envolvendo em uma cilada atrás da outra... Que inclui sua nova chefe. O filho encapetado de sua nova paquera, Letícia...

A nova temporada conta com várias participações especiais nos papéis das "garotas cilada", como Virgínia Cavendish no papel de Letícia, a mãe do encapetado Lucas (Fabrício Reis).

O 'Cilada' vai ao ar pelo canal de TV a cabo Multishow, todos os sábados às 22h, com reprises no decorrer da programação da semana.

Confira outros horários em:
http://multishow.globo.com/Programacao/grid-index.grade.html

K.R.
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Evolução de Supernatural (Sobrenatural)

  • Oct. 8th, 2009 at 12:29 PM
Supernatural
Demorei uma semana para conseguir escrever sobre 'Supernatural', mas o episódio da semana passada, precisava de um comentário especial.

Revendo os primeiros episódios de 'Supernatural' (Sobrenatural) no SBT, ao mesmo tempo que acompanho a série na sua atual temporada (5ª temporada sendo exibida nos Estados Unidos), é difícil não pensar no quanto a trama evoluiu.



Diferente de muitas séries por ai, que vai caindo a qualidade dos episódios com o decorrer das temporadas. 'Supernatural' entrou para o "hall" das poucas série, que começaram com temas despretenciosos e que foram ficando complexos a cada nova temporada, surpreendendo a todos, como é o caso de 'Buffy – a caça-vampiro' e 'Stargate SG-1'.

São poucas as séries que conseguem tal façanha, sendo que no caso de 'Buffy' e 'Stargate', a coisa foi muito além, pois suas tramas foram levadas para outros níveis, em spin-offs que deram imortalidade as suas histórias... Até porque 'Buffy' continua atualmente em quadrinhos, assim como seu spin-off 'Angel'. Enquanto 'Stargate', gerou spin-offs, telefilmes e atualmente segue em 'Stargate Universe', série que estreio semana passada no Sci-Fi Channel americano.

Não sei se 'Supernatural' vai além da série original, mas definitivamente os irmãos Winchesters conseguiram a imortalidade sem precisar de spin-off. Afinal não há só a evolução da trama, os personagens e o trabalho dos dois atores principais, Jensen Ackles e Jared Padalecki, é admirável. Vendo Dean (Jensen Ackles) e Sam (Jared Padalecki) no início da série e vê-los agora, já dá para perceber o quanto o trabalho deles desenvolveu no decorrer dos anos. Sendo que nessa última semana, os fãs foram presenteados com um dos melhores episódios já feito... Pelo menos na minha opinião.

Com o revelador nome de 'The End' (O Fim), o episódio mostra o futuro pós-apocalíptico, no melhor estilo 'Resident Evil' com um toque de 'De Volta para o Futuro', contando inclusive com um Dean do passado e outro do futuro. E o episódio não é bom só pelo roteiro muito bem feito, mas também pela direção de arte e, principalmente, pela atuação tanto de Padalecki, como de Ackles, que levou a velha história de confrontar seu "eu" a um nível jamais visto.

Destaque também para o ator Misha Collins, que estreiou na série na temporada passada, na pele do anjo Castiel. Ele está muito bem no episódio e conseguiu não só cativar os fãs com seu talento, mas mostrar o quanto é bom o seu trabalho.




K.R.
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Stargate Worlds
Como tudo que leva a marca Stargate, é claro que não poderiamos esperar menos que o melhor de 'Stargate Universo'.

O telefilme exibido na última sexta-feira, no Sci-Fi Channel americano, não decepcionou em nada, pelo contrário, mostrou que o universo de Stargate ainda tem muita história para contar.





Com um roteiro brilhante, que conseguiu fazer o impensável, introduzindo toda a mitologia contida no Stargate World, em uma despretenciosa história de "um grupo de pessoas, em uma nave espacial desconhecida, perdidos numa galáxia distante".

Para quem conhece toda a mitologia, a idéia de poder ter todos os elementos conhecidos tanto de Stargate SG-1 como de Stargate Atlantis, a disposição de Stargate Universe, é para lá de motivador. Para quem nunca viu nada a respeito, fica a dica para confirir o universo incrível de Stargate, que iniciou com o filme para o cinema, chamado apenas de 'Stargate'. O filme que contou com James Spider (Justiça Sem Limite) na pele de Dr. Daniel Jackson, um famoso cientista, conhecido no mundo academico por usa teoria maluca que eram os deuses astronautas.

Daí por diante tanta coisa aconteceu em Stargate, que a história foi muito além do Stargate original do filme. Hoje, com a chegada de Stargate Universe, o mundo criado no filme conta com portais pelos 8 cantos do universo... Afinal Stargate foi além das galáxias conhecidas. Naves que viajam pelo hiperespaço, teletransporte e aliens do tipo sociais, outros nem tanto e sem esquecer dos que tem o "rei na barriga"... ;)

Em fim, quem gosta de ficção científica da melhor qualidade, não deixe de conferir Stargate Universe. Mesmo que nunca tenha visto as séries anteriores, ou o filme... É uma ótima motivação para conferir tanto o filme, quanto as duas séries baseadas nele.

Fonte:
http://stargate.mgm.com/

K.R.
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Ressaca da Bienal...

  • Sep. 21st, 2009 at 11:24 AM
Kaori
Mesmo que você não vá em todos os dias, é impossível não ser embriagado pela Bienal. Porque duante os poucos dias que ocorre... Infelizmente, a cada 2 anos. Você é tomado por um desejo louco de querer ler tudo. E quando se gosta de muita coisa... Isso se torna um problema.

Só hoje parei para perceber outra vez o mundo... Emmy? Festival do Rio? Ok, chegando ao planeta agora!

No entanto, a felicidade de um fim de Bienal, mesmo mesclada ao fato de não ter feito ou comprado tudo que queria, é muito boa. Ressaca literária total! Porque você pensa no quanto foi bom, achar naquele livro que tanto queria e os mangás... E os HQs... E aquele outro livro... E de quebra descobrir um livro novo, daquele autor que você é fã, que está chegando as livrarias.

Certo que também tem o fato de descobrir, que você deveria ter comprado um outro livro também... Depois de começar a ler um dos vários adiquiridos... Mas nada é perfeito.*

Ressaca pouca é bobagem.

O mais legal é reunir tudo que comprou, porque mesmo que esteja aborrecido com o fato de não ter sobrado dinheiro para esse, ou aquele mangá... Ou que teve que deixar um livro para comprar depois, pelo mesmo problema de falta de fundos. Ver tudo que comprou reunido é uma sensação ótima. Problema é saber por onde começar.

Bom, comecei, ainda na Bienal, por 'Kaori - Perfume de Vampira' de Giulia Moon... Mas pelos meu Twitter, isso já deve ter ficado bem óbvio.

'Kaori' é um livro incrível! Porque quando você lê as breves palavras, contidas na orelha do livro, pensa: "Legal uma vampiresca história de amor. Algo como 'Crepúsculo', talvez..." Só que no decorrer das páginas (e olha que ainda não acabei de ler o livro), você percebe que é ainda melhor.

Verdade que 'Crepúsculo' não agrada gregos e troianos... É um livro subestimado. Primeiro que não acho que seja um livro para adolescentes. Sinceramente, não vejo 'Crepúsculo' dessa forma, mas também não acho que é a obra prima da literatura vampiresca... Até porque a maioria que pensa assim, não leu nada além de 'Crepúsculo'... Ou não diria tamanha barbaria. (Nota: Já o filme, na minha opinião, está na listas dos melhores.) No entanto, 'Crepúsculo' contém a fórmula básica para uma boa história de vampiro.

Se tem uma coisa que aprendi, em meus estudos sobre histórias de vampiros e lendas, é que há dois fatores que andam sempre juntos e presentes nelas: Mistério e perigo. E isso 'Crepúsculo' tem de sobra. Só que há um outro fator, que vem lá do pai de todos os vampiros, Drácula, o qual faz muita diferença para os fãs: Violência.

Verdade que nem todas as histórias de vampiro tem a violência explicita. Anne Rice, por exemplo, era mestra em mostrar em seus livros, violência mesclada a um ambiente sedutor e tão atraente, que fazia os fãs desejarem mais, ao invés de sentir algum tipo de repulsa. E é por isso que Rice conseguiu agradar gregos e parte dos trorianos... Ninguém é perfeito, afinal.

Diferente de Bram Stoker, que ao contrário do cenário romantizado do filme de Coppola, escreveu um livro de terror, que nem sempre mostrava cenas da violências, mas elas estavam lá para quem tiver estômago para encarar. (Nota: Eu ainda tenho pesadelos por conta da detalhada descrição, da chegada do navio que trás Drácula para Londres. Cena que passou batida no filme do Coppola.) E claro que falo da versão integral do livro, já que no Brasil há versões editadas da história.

Logo, diferente da história de amor vista no filme de Coppola, 'Crepúsculo' não tem muito a ver com o 'Drácula' da literatura... Na verdade, 'Vampire Diaries' tem muito mais a ver com 'Drácula', até porque o lance da disputa da "alma" da mocinha, é bem parecido. Afinal a Mina em 'Drácula', fica entre o marido e o Conde, assim como Elena fica entre Stefan e Damon.

Ok, fui longe agora, voltando a 'Kaori'. O livro tem o ambiente sedutor como os de Anne Rice, mas também tem parte da violência vista em 'Drácula'... E algo mais. Algo bem brasileiro, bem familiar reunido a lendas e mistérios existentes no inconsciente universal. Só que Giulia Moon dá nomes e trata tudo de uma forma menos mística e mais física, de forma que você consegue ver a espécie de vampiro criada pela autora, ou como ela diz no livro kyuketsuki ("vampiro" em japonês), pelas ruas de São Paulo. Alias, tem dias que ando "passeado" por São Paulo, mesmo sem sair do Rio. A descrição de Giula Moon é tão boa, que você se vê nas ruas da capital paulista. Em meio a famosa noite paulistana, que é repleta de vampiros e outros seres noturnos, que ao mesmo tempo que assustam, fazem você ter certa simpatia e até pesar por eles... Se bem que há horas que dá para pensar em entregar o pescoço, sem que eles usem seu poder de persuasão vampítico.

E além de um livro de vampiro de primeira, tem o fator trilha musical... Música e leitura! Melhor que isso, só um bom filme... Ou escrever uma história, com a trilha musical perfeita... Sou uma pessoa com muitas paixões, é difícil me decidir por uma.

Ainda assim, música para ler, uma leitura com trilha musical é algo indescritível. Só passando pela experiência para entender. Porque se um bom filme, na minha opinião, significa uma boa trilha sonora... Que vai desde a forma como cada ator fala ao incorporar seus personagens, passando pelos ruídos de cena e indo até a música (trilha musical) ou a falta dela, em determinadas situações... Não seria diferente com o restante das coisas que gosto de fazer. Assim como escrever, gosto de ler com música. Só que não é qualquer música, tem que ser uma música, ou músicas de um cantor ou banda, ou de vários, para compor o clima certo... Ou então fico com o silêncio.

Pensando nisso, eu me lembro que li 'Os Sete' e 'Sétimo' do André Vianco ao som do Linkin Park, a anos atrás, do mesmo jeito que lembro que li 'Vampire Diaries' ao som do Breaking Benjamin, semana passada. Porque é uma experiência marcante, ler com trilha musical. Você acaba sempre recordando do momento com mais intensidade. E da mesma forma que algumas músicas, sempre te fazem lembrar de algum filme, você sempre vai lembrar do livro ao escutar a música ou músicas, que ouviu ao lê-lo.

'Kaori', por exemplo, comecei no silêncio até que 30 Seconds To Mars me fez mudar de idéia. Especialmente por conta da música 'From Yesterday'. Sendo que o som da banda, mesmo sendo rock americano, tem um pé lá no oriente. Já escutei rock vindo do Japão suficiente para ligar certos pontos. ;)

Agora o melhor é quando descubro que um autor, escutou algo em especial, enquanto escrevia aquelas linhas, que agora compoem o livro que chega as minhas mãos... É pura satisfação!

Lembro de ter lido sobre a Stephanie Meyer ter um lista de músicas, que escutou ao escrever seus livros. (Nota: Algumas até entraram para a trilha do filme 'Crepúsculo'.)

Então imagine a alegria ao ver uma cena no livro, que vem com sua própria trilha... Foi impossível não parar a leitura, para procurar pela música, só para reler o trecho. E melhor, encontrar no http://www.adoravelnoite.blogspot.com/ um comentário sobre a autora, dando um link onde ela mesma fala sobre músicas, que escutou durante a criação de 'Kaori - Perfume de Vampira'. Claro que a da cena do livro estava lá e uma outra que tive que escutar... Pelo que li até agora do livro, consigo mesclar determinadas cenas com as músicas indicadas, mas o 30 Seconds To Mars. E em meio a atmosfera sedutora do livro de Giulia Moon, conhecer mais um cantor japonês foi um bônus. Gackt, o qual eu ainda não conhecia... Em você sabe que já viu muito anime, quando diz algo desse tipo sobre cantores japoneses. Já que graças aos animes, que você começou a escutar música japonesa, assim como os mangás te fizeram estudar a cultura japonesa a fundo.

Alias, lê 'Kaori' está sendo uma experiência e tanto, pois parte da história se passa no Japão antigo, com direito a notas de rodapé, para identificar algumas palavras e expressões... As quais, em parte, ando dispensando, já que entendo boa parte do que está escrito. Mangá e anime é cultura, ou não é?! :D

Falando nisso, Giulia Moon fez um trabalho incrível, ao ter notas de rodapé, explicando termos não comuns aos brasileiros sobre o Japão... Bom, pelo menos para quem nunca viu mangá ou anime na vida. ;)

Abaixo trecho contido em http://www.adoravelnoite.blogspot.com/ sobre a música de 'Kaori'.

"Depois da entrevista, a trilha sonora de Kaori:

Parte 1: http://fantastik.com.br/giulia-moon-kaori-perfume-de-vampira/
Parte 2: http://fantastik.com.br/giulia-moon-kaori-perfume-de-vampira-ii/

Ouçam as músicas... E vamos vivendo, juntos, o clima de Kaori: Perfume de Vampira!"


* Recomendo a todos que compraram 'Kaori - Perfume de Vampira', que começaram a ler ou não, que compre 'Amor Vampiro' (Nota: Livro de contos de diversos autores brasileiros, que contém um conto de Giulia Moon.), porque vai chegar uma hora na leitura, que você vai querer muito ter esse outro livro em mão. E eu vou ter que esperar vários dias até entregarem o livro em casa. Na falta de Bienal, vai a boa e velha internet mesmo... Porque a Bienal não vira logo uma "Comic Con made Brazil", para ter todo ano. E começa a contagem regressiva para daqui a 2 anos começando!

Sobre 'Amor Vampiro'
http://marthaargel.multiply.com/journal/item/45/45

K.R.
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Star Wars
Saiu no site do G1, uma notícia que ao meu ver é chocante. E não por ter um possível ET envolvido e sim pela violência de 5 adolescentes, contra um ser que supostamente os "assustou".

O G1 fala que "cinco adolescentes entre 14 e 16 anos estavam em torno do lago de Cerro Azul, Panamá, no sábado (12/09), quando viram uma criatura bizarra saindo de uma gruta. Assustados com sua aparência e com medo de serem atacados, os jovens atiraram pedras até matá-la e a jogaram na água..."

E é por isso que nenhum ET vem para esse planeta! Afinal, para viajar pelo espaço, tem que ser inteligente e vir até aqui para um bando de "assustados" atirarem pedra... Pior, até ver o ser morto. Porque eu entendo atirar um pedra e correr de medo, mas atirar pedra até matar a criatura? Sendo 5 contra 1. Isso não me parece coisa de gente "assustada".

Na boa, as pessoas precisam parar de atirar primeiro e perguntar depois... Porque a cada nova geração as coisas pioram. Por isso que nosso mundo está desse jeito.

Pensa comigo.

Primeiro: O ser, ao sair da gruta, demonstrou hostilidade para tamanha violência contra ele?

Segundo: Porque os "assustados" não foram embora, se estavam "tão assustados". Por acaso eles moravam na gruta ocupada pelo ser? Eu acho que não... Então porque não o deixaram em paz?

E terceiro: Duvido que era um ET, ou mesmo um ser hostil. Para se deixar apedrejar? Não mesmo. Coitado do bicho, olhando rapidamente para a foto colocada no site do G1, me parece uma preguiça pelada... Sabe, igual aqueles gatos e toupeiras carecas que tem por ai.

http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL1307808-6091,00-CRIATURA+ESTRANHA+ENCONTRADA+EM+LAGO+INTRIGA+MORADORES+DE+CIDADE+NO+PANAMA.html

K.R.
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Dicas para encarar a Bienal

  • Sep. 15th, 2009 at 3:44 AM
HQs
1- Se pretende pegar autógrafo de alguém, chegue o mais cedo que puder. Especialmente se o autor já for muito conhecido. A maioria dos autógrafos só são dados, mediante a apresentação de senha. Logo se você deixar para chegar em cima da hora e as senhas já tiverem sido distribuídas, terá perdido sua chance.

2- O mesmo vale para as palestras e bate-papos. Você só poderá assistir, se tiver senha e dependendo de quem for, as senhas acabam rápido.

3- Outra coisa muito importante, se você estiver atrás do autógrafo de um determinado autor, que você lembra que já participou de outras Bienais, mas não tem certeza se vai na desse ano... O melhor é chegar cedo para se informar e leve pelo menos um livro para autografar. Só por garantia, para não perder a chance, caso o autor esteja por lá.

4- Leve camera, porque vai acabar se arrependendo de não registrar os momentos dentro da Bienal, especialmente se algum dos seus autores favoritos estiverem por lá.

5- Leve biscoito na mochila e água... Pode salvar a sua vida.

6- E, o principal, leve bastante dinheiro (e não esqueça de separar o da volta para casa). Porque você vai querer levar quase tudo... Mesmo que os livros e os quadrinhos estejam com preço bem salgado, algumas editoras estão fazendo promoções especiais, dando brindes e com desconto para quem leva mais de um livro. Sem contar os lançamentos... Há muita coisa sendo lançada na Bienal esse ano.

K.R.
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Em Busca dos autógrafos perdidos...

  • Sep. 15th, 2009 at 3:27 AM
HQs
Primeiramente tenho que ressaltar a minha "revolta nerd"... Porque o pessoal da Bienal, não colocou a programação COMPLETA no site, só a "oficial".

A pior coisa de um evento desse porte, como a Bienal Internacional do Livro (no Rio de Janeiro), é conseguir se programar de forma, a fazer tudo que pretente lá dentro. O que já é difícil, pois provavelmente vai acabar deixando algo para outro dia, ou para a próxima Bienal. E é uma sacanagem, sem tamanho, você não conseguir fazer parte das coisas, porque o pessoal do evento, "esqueceu" de colocar o restante da programação.

Nos últimos anos, a Bienal se tornou o mais próximo da famosa Comic Con americana por aqui. A diferença, óbvia, é que acontece a cada 2 anos, sendo que infelizmente não tem a parte de TV e Cinema... Ainda. Afinal, não é difícil achar alguma celebridade, divulgando trabalho, que não tem nada a ver com livros.

Também pude perceber esse ano, a diminuição dramática dos estandes de livros, com pesar. O que me faz constatar que, apesar de tudo, o Brasil ainda não se desenvolveu nessa área... Até porque, mesmo com Bienais em várias capitais do país, o brasileiro em geral ainda lê muito pouco.

Em contraponto, enquanto há uma diminuição considerada nas editoras, que trabalham exclusivamente com publicações literárias, as que buscam divulgar quadrinhos e mangás estão aumentando. E não só os quadrinhos e mangás estrangeiros, o mercado parece está em busca de novos talentos brasileiros... Certo que ainda há muito pouco a mostrar no mercado daqui, mas como pensei, o simples fato do Mauricio de Sousa lançar o mangá da turma da Mônica, abriu os olhos dos editores... O problema ainda é o fato de ser mais fácil publicar material estrangeiro, seja literário ou em forma de quadrinho, que bancar um autor brasileiro desconhecido.

Queria muito que esse pessoal, lembrasse de uma coisa: J.K. Rowling (de 'Harry Potter'), foi subestimada e creio que ainda tem muita editor, que disse "não" chorando arrependido.

Voltando ao tópico principal... A busca de autógrafo de seus autores preferidos, nessa Bienal, foi coisa de Missão "quase" Impossível. Quase, porque com certeza você vai sair do evento, com pelo menos um autógrafo, mas o problema é, quando você chega e vê no jornal oficial da Bienal, que tem mais uns 3 autores que você gosta lá dentro...

Claro que depois de xingar muito o pessoal da Bienal, pela ineficiência do site, você tem que pensar rápido e raciocinar: Qual é o autógrafo mais importante? Ou talvez o mais difícil de conseguir? Para elaborar seu próximo movimento. É praticamente como jogar xadrez... Xadrez de Bruxo (do 'Harry Potter'), porque um erro e a Bienal estará perdida para você.

A Bienal começou na última quinta (10/09), mas o melhor exemplo de como a coisa está por lá, é falar do domingo (13/09). Já que é um dia certo de grande público.

Claro que a vantagem principal em qualquer tipo de evento no Rio de Janeiro, é o fato do carioca gostar muito de uma praia. Logo é bem provavel, que muita gente prefira passar parte do domingo de sol na praia, para depois ir ao evento... Só que é uma Bienal, não é qualquer evento. Algo mais de nerd e de fãs de literatura em geral, que é mais certo trocarem um dia de praia, por um de deleite em meio aos livros...

E foi exatamente assim! O que mais se via, eram pessoas "perdidas" pelos corredores, correndo de lá para cá em busca de determinado autor, senha para pegar um autógrafo... Alguns nerds twittando direto da Bienal, enquanto estavam na fila para pegar o autógrafo de seu autor preferido, ou para pagar a pilha de livros, quadrinhos e mangás. Depois de ficarem muito tempo vasculhando as pratileiras, dizendo: "Tenho", "Esse tenho também", "E esse"...

No entanto, além da tristeza da programação incompleta, tinha o fato que alguns grandes nomes autografaram ao mesmo tempo, ou deram palestra no mesmo horário... Sem contar os autores menos conhecidos, ou de público mais seleto.

No fim das contas, tivemos fãs de Meg Cabot, de coroa e tudo, amargando horas na fila, para depois sairem felizes da vida com o autógrafo da escritora, esquecendo por completo a torturante fila. Junto de fãs de Thalita Rebouças, que está diariamente na Bienal autografando seus livros.

Tivemos fãs de Mauricio de Souza, que ninguém ou pouca gente sabia que iria a Bienal, pois não estava na programação do site... (Eu não vou perdoar isso tão cedo. Eu queria muito um autografo nos meus mangás.) Junto de fãs do Ziraldo, que como Mauricio de Souza, faz parte da infância de muita gente aqui no Brasil.

A felicidade de fãs de vampiros em encontra alguns autores paulistas, como Giulia Moon, que parecia surpresa com os fãs cariocas... Já que talvez, diferente de São Paulo, o Rio não pareça uma cidade com fãs de tal tipo. Sabe como é, o sol... E o que foi duplamente prazeroso para esses fãs, foi ter a presença de Martha Argel no estande onde Giulia Moon autografava, amiga da autora, a acompanhava na Bienal, a qual também é escritora de contos vampirescos. Foi um bônus a parte, para os fãs de história de vampiros, ter a chance de falar com a Martha Argel também.

Em fim, um dia nada comum em um evento que apesar da desorganização em uns pontos, foi perfeito para muita gente.

Ir a uma bienal é sempre um prazer, pois até a volta para casa é divertida, já que no ônibus podemos notar pessoas de idade variadas e gosto variados, exibindo seus livros recém-comprados, falando ou lendo animados. Há esperança para o brasileiro, independente das estatísticas, só precisamos de um pouco de incentivo... Cultural e financeiro. Cultural, porque do mesmo jeito que há muitos fãs de 'Crepúsculo' ou 'Diário do Vampiro' no Brasil hoje (que são histórias passadas nos Estados Unidos), creio que esses iam gostar muito de livros vampiresco, com um universo bem brasileiro. Como vemos em algumas histórias de autores já publicados de São Paulo (Giulia Moon, Martha Argel, Adriano Siqueira, André Vianco...) E financeira, porque os livros ainda estão muito caros, para os padrões econômicos brasileiros.

Livros mais baratos, significa mais pessoas com chance de comprá-los e quem sabe assim, as editoras comecem a dar mais chance aos autores brasileiros e param de tantas exigências... Tantas "cobranças"... Extras a serem pagos pelos autores... Sério! Atualmente está mais fácil para um autor brasileiro, fundar uma editora que consegui publicar um livro... Fundar uma editora??? Acho que é algo a considerar.

Em fim, é legal ver pessoas "comuns" junto aos nerds, seja lá na Bienal ou no ônibus, conversando animadamente na volta para casa, mostrando a felicidade que foi achar, por exemplo, o mangá do 'Star Wars', junto com o livro da Helena (de Tróia).

K.R.
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Os Casseta
Antes da facultade de cinema, eu achava que não tinha conhecimento suficiente para julgar filmes. E quando via um filme, onde a minha opinião conflitava com a da crítica, eu sempre pensava: "Os caras estudaram, devem saber o que dizem... Mas eu gostei do filme e pronto."

Hoje eu digo: "É fácil fazer uma crítica de um filme, feito para meia dúzia de intelectuais entender. Quero ver fazer uma crítica de um filme, para um público eclético."

E foi exatamente o que observer nos anos que se seguiram a faculdade, que geralmente as críticas de filmes para um público eclético, eram deveras erroneas... Desculpe as palavras difíceis, mas precisava usá-las nesse momento.

Porque é irritante ver pessoas, que dizem ser a favor do cinema (especialmente o brasileiro), fazedo o contrário ao escreverem suas críticas, simplesmente porque os filmes não se encaixaram nos padrões pré-estabelecidos.

Cinema é uma arte e como tal, tem o "dever" de se reinventa... E isso eu não aprendi na faculdade.

Acho que uma crítica de respeito, primeiro, não pode comparar filmes "naquele velho esquema" do... Brasileiro, americano, europeu... Filme é filme. Seja aqui, ou na China. Verdade que cada país tem um visível estilo em destaque, para quem entende da coisa, mas isso não devia ser colocado na balança, na hora de fazer uma crítica.

Segundo, filmes tem gênero... Então parem de comparar filmes como os da saga 'Star Wars' e 'Casseta & Planeta: A Taça do Mundo é Nossa', com filmes do Kubrick. Por favor, são filmes de gêneros completamente diferentes, não tem o que comparar...

É verdade que a "receita de bolo" para fazer um filme, é sempre a mesma, como todo mundo aprende com Mr. Syd Field, mas comparar um bolo de chocolate, com um de Kiwi com banana é sacanagem.

E minha maior motivação para estar aqui hoje, domingo de manhã, para falar de filme, dessa vez não é 'Star Wars'... Que só para constar, ainda continua na lista de filmes, que eu cheguei a conclusão, que ou a crítica não viu, ou não entender e por isso não gostou.

Sendo que agora tenho outro filme incluido na lista, que é 'Casseta & Planeta: A Taça do Mundo é Nossa'. Porque depois de anos, eu finalmente sentei para assistir o filme, que passou ontem no Canal Brasil e simplismente achei fantástico. Sem exagero, é muito bom mesmo. O pessoal do Casseta conseguiu reunir suas piadas, dentro de uma estrutura de filme, que impressiona pela criatividade e bom gosto. Porque não há apelação na hora de fazer o público rir, é tudo na dose certa. Eles simplismente encaixaram com perfeição as piadas ao roteiro e tudo funciona com a mesma harmonia, que em seus programas semanais. Com um porém... Eles mostram que são, além de bons comediantes, bons atores. Coisa que os fãs do programa já perceberam faz tempo, mas que no filme é colocado em maior destaque. Por que vai ter um momento que será impossível não torcer, para o final feliz do adorável militar Mirandinha e a mãe super protetora de um dos revolucionários, Dona Julieta... Preciso lembrar que só tem a Maria Paula de garota no elenco principal e ela não tem cara de mãe de marmanjo.

Além disso, o filme se passa logo após o Brasil ter sido Tri-Campeão Mundial de Futebol, quando a famosa Taça Jules Rimet foi roubada. Os Casseta criam um roteiro a partir da hipótese do que teria ocorrido, no melhor estilo 'O Xangô de Backer Street'... Dando um rumo inusitado a história do roubo da taça, ao mesmo tempo que fazem críticas a ditadura militar da época.

Li algo no site 'Cine Players' e gostei muito da conclusão feita por eles, para definir o filme dos Casseta.

"...aqui a ficção e comédia roubam os lugares tristes da história, transformando algo sério na mais pura diversão."

Então se gosta de uma boa comédia e do humor dos Casseta, vale conferir o filme.

O único ponto, digamos, "ruim" do filme, é que fica impossível não lembrar que Bussunda não está mais entre nós e que nunca mais vamos ouvir a velha piada do Seringueiro. Saudade.

Elenco:
Bussunda como Frederico Eugênio, o companheiro Vladimir
Beto Silva como Gen. Manso
Reinaldo como Dona Julieta
Maria Paula como Lucy Ellen
Claudio Manoel como Gen. Mirandinha
Marcelo Madureira como Dona Dolores
Hubert como Peixoto Carlos
Hélio de la Peña como Denílson

Fonte:
http://www.cineplayers.com/

K.R.
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Finalmente vi 'Arraste-me para o Inferno'

  • Aug. 26th, 2009 at 7:35 AM
angel
O que dizer sobre o filme 'Arraste-me para o Inferno' (Drag me to Hell) de Sam Raimi... Primeiro, Raimi não perdeu a mão, mesmo depois de encarar o cinema politicamente correto do estilo 'Homem-Aranha'. Segundo, o cara ainda continua mandando muito bem nos efeitos sonoras e matando os telespectadores de sustos com isso. Visualmente falando, ainda continua misturando, como ninguém, o politicamente correto com o trash, além de cenas bem... Digamos, nojentas. Porque se você se impressionou com o 'Exorcísta'... Sam Raimi consegue fazer bem "pior". :D

SPOILERS

SPOILERS

SPOILERS

SPOILERS

SPOILERS
SPOILERS
SPOILERS
SPOILERS

E se depois de tantos avisos de SPOILERS, você ainda continua lendo... Ou você já viu 'Arraste-me para o Inferno' e vai entender perfeitamente o meu comentário, concordando ou não com ele... Ou você faz o tipo que adora saber detalhes dos filmes antes, um verdadeiro King ou Queen of the Spoilers... Mas se não for nada disso... Não vai bancar o Troll, ler o comentário e reclamar comigo depois, por ter contado o final do filme.

Bom, eu nunca achei o 'Exorcísta' tudo que dizem. Não sei se foi porque vi muitos anos depois, ou porque já era fã do Sam Raimi. Porque depois de ver os filmes dele, 'Exorcísta' é um filme meio "light", por assim dizer.

Porque enquanto em 'Exorcíta' o que era para assustar, acabou sendo quase sempre engraçado de se ver. Nos filmes 'Evil Dead' o que era para você ri, acabou dando sustos e até causando pesadelos. hehehe

Tudo bem, é que não sou muito fã de morto-vivo... E antes que pergunte, vampiro NÃO é morto-vivo. Vampiro pode até está "meio morto", por assim dizer, mas não chega a ser igual a um zumbi.

Voltando ao 'Arraste-me para o Inferno', se tem uma coisa que o Raimi consegue, SEMPRE, é fazer o público chegar no final do filme e dizer: "Filho da P..."

Porque os filmes ou séries de TV que ele faz NUNCA acabam, como você imagina... E olha que tenho uma mente muito criativa. Até hoje continuo dizendo "Filho da P...", quando lembro do final de Xena, ou do segundo filme da trilogia 'Evil Dead'. E é claro que 'Arraste-me Para o Inferno' não foi diferente.

Se bem que eu já devia imaginar o que ia rolar, afinal como fã de outro que adora aprontar com o público, o Joss Whedon (de 'Buffy', 'Angel'...), aprendi que "se você tem coragem de fazer aposta com gatinhos, boa coisa não é"... E geralmente quem não é boa coisa, NUNCA acaba bem nas histórias. hehehehe

Outra coisa que Raimi adora fazer, é acabar com a vida perfeita de seus personagem. Então é certo que se algo parece muito bom em seus filmes, com toda a certaza não vai ficar assim por muito tempo.

No entanto, ainda é difícil consegui imaginar, o que vai rolar até o final, porque Raimi nunca deixa o público realmente certo das coisas. E isso que é legal nos filmes dele. No fim das contas, seus fãs gostam mesmo, é da forma como Raimi sempre vai arrumar um jeito de fazer você xingá-lo no final. :D

Arraste-me pro Inferno (Drag me to Hell) - Trailer Official - Leg pt
http://www.youtube.com/watch?v=znzs1u1ohl0


K.R.
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Séries nas madrugadas do SBT...

  • Aug. 26th, 2009 at 6:56 AM
scooby-doo gang
Os horários são mais ou menos os abaixo. Só que variam um pouco, então é bom acordar uns 15 minutos antes, para não perder o início e tenha paciência, porque às vezes pode começar depois da hora prevista.



MADRUGADAS DAS SEGUNDAS:
'Supernatural' (Sobrenatural) – de domingo para segunda às 1h
'Cold Case' (Arquivo Morto) – de domingo para segunda às 2h
'The Closer' (Divisão Criminal) - de domingo para segunda às 3h

MADRUGADAS DAS TERÇAS:
'The Closer' (Divisão Criminal) - de segunda para terça às 1h
'Smallville' (As Aventuras do Superboy) - de segunda para terça às 2h
'Studio 60' – de segunda para terça às 3h

MADRUGADAS DAS QUARTAS:
'Close To Home' (Em Nome da Justiça) – de terça para quarta às 2:20h
'The O.C.' (Um Estranho no Paraíso) – de terça para quarta às 3:20h
'Big Love' (Amor Imenso) - de terça para quarta às 4:20h

MADRUGADAS DAS QUINTAS:
'Ugly Betty' - de quarta para quinta às 00:30h
'OZ' – de quarta para quinta às 1:30h
'One Tree Hill' (Lances da Vida) - de quarta para quinta às 3h
Família Soprano – de quarta para quinta às 4h

MADRUGADAS DAS SEXTAS:
'Grey’s Anatomy' - de quinta para sexta às 1h
'Cold Case' (Arquivo Morto) - de quinta pra sexta, 2h
'Medium' (A Paranormal) - de quinta pra sexta, 4h

MADRUGADAS DOS SÁBADOS:
'Without a Trace' (Desaparecidos) - de sexta para sábado às 2:30h
Blade, a Série - de sexta para sábado às 4h
Epitáfios - de sexta para sábado às 5h

MADRUGADAS DOS DOMINGOS:
O Exterminador do Futuro - de sábado para domingo às 1:20h
'Moonlight' - de sábado para domingo às 2:20h
'The 4400' – de sábado para domingo às 3:20h
'Threshold' - de sábado para domingo às 4:20h

Qualquer dúvida entre no site do SBT e confirme a programação do dia:
http://www.sbt.com.br/programacao/

K.R.
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angel
Ultimamente, ando acordando de madrugada para assistir programas no SBT. São séries de TV das mais variadas, comédias, dramas, suspenses... Séries que infelizmente não estão no horário nobre do canal, ou no horário "meio-nobre" aos domingos pela manhã ou no final de noite. No entanto, ainda são séries que valem ser vistas, por isso o esforço para acordar em determinados dias, em meio a madrugada, só para acompanha-las.

Algumas não tiveram longas temporadas como 'Entourage', ou 'Família Soprano', ou mesmo 'A 7 Palmos', ainda assim, são séries que valem ser vista.

Hoje mesmo, acordei pensando que viria 'Entourage', pois a um bom tempo, não tinha a chance de ver o programa. Só que me deparei com uma maravilhosa surpresa... O primeiro episódio da série 'Studio 60 on the Sunset Strip'. Na verdade, acabei de assistir a série e minha empolgação, não me permitiu dormir. Então vamos escrever!

Já tinha visto alguns episódios na Warner, na época que 'Studio 60' foi ao ar no canal e mesmo sendo um série antiga, vale apena ver de novo. E fico feliz de ter a chance de revê-la e paroveitar para ver o que perdi. Mesmo que tenha sido uma série com poucos episódios, o mais interessante em 'Studio 60' é mostrar os bastidores de um programa de TV. Algo como 'Entourage', só que mostrando não os bastidores da vida de um ator de Hollywood, mas das pessoas que trabalham a volta desses atores.

Em 'Studio 60' cada pequeno detalhe foi pensado, ao mostrar a realidade pela qual uma emissora de TV passa a cada dia. Mostrando desde o glamour da vida das estrelas e pessoas que trabalham no meio, até a parte não tão glamourosa... Que varia entre artistas, que buscam fazer um bom trabalho e também se manter longe dos vícios e prazeres ligado ao meio artísticos, aos que se deixam levar pelos vícios e coisa e tal. Porque 'Studio 60' busca mostrar o lado humano dos bastidores da vida de cada um e não simplesmente o estereótipo, que é mostrado em 'Entourage'.

Talvez uma obra tão bem roterizada como 'Studio 60', não tenha ido além, exatamente por jogar na cara de muita gente, como é a realidade não só em Hollywood, mas, digasse de passagem, a realidade da vida da maioria das pessoas que trabalham no ramo pelo mundo. Claro que mantendo a variação de uma cultura para a outra.

No entanto, se tem uma coisa que eu aprendi, é que cinema e TV é uma enorme família... E como vemos pelo mundo, família só muda de endereço, a maioria tem similaridades impressionantes, seja aqui ou no Japão.

Na série, temos a presença do talentoso ator e comediante Matthew Perry da série 'Friends' e de 'Meu Vizinho Mafioso', assim como da não menos talentosa, Amanda Peet, de 'Jack & Jill' e também de 'Meu Vizinho Mafioso'. Incluindo outros atores não tão conhecidos do público brasileiro, mas que você vai bater o olho e dizer, eu conheço de algum lugar. Nessa lista podemos incluir também, a presença do ainda desconhecido Simon Helberg, o Howard Wolowitz de 'The Big Bang Theory'.

Simon Helberg é um talento promissor que, além da série TBBT, fez uma participação em um musical para a internet, criado por ninguém menos que Joss Whedon (das séries 'Buffy', 'Angel', 'Firefly' e seu mais novo sucesso da TV 'Dollhouse', em parceria com Eliza Dushku). O "webfilme" ao qual me refiro, é o musical 'Dr. Horrible´s Sing-Along Blog', que foi todo feito durante a greve dos roteristas e se destaca pela qualidade do trabalho, já que foi todo feito com o mínimo de recursos e contando apenas com amigos e conhecidos de Whedon, que estavam com muito tempo livre, por conta da greve em Hollywood.

Então se puder acordar um pouco mais cedo, na madrugada de segunda para terça, vale dar uma olhada em 'Studio 60', no SBT. O programa começa mais ou menos por volta das 3:30h e 3:40h da madrugada. No máximo você pode acordar, ver e voltar a dormir, como eu costumo a fazer.

K.R.
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Back to the Future
Como eu sempre digo, cinema não é só imagine, é som também. Afinal, quem consegue ficar vendo algo, por muito tempo, com som ruim ou sem som algum?

Alguns ainda insistem em dizer que o "bom" cinema é só imagem... Esse pessoal não deve saber, o que é a experiência cinematográfica de ver um filme em 5.1 e se eles parassem para pensar um pouco... Bom, não iam falar tal besteira, afinal, mesmo na época do cinema mudo, o som estava presente, pois sempre havia um pianista de plantão nas salas... Por quê? Porque ninguém ia conseguir se interessar em ver, longas sequências de imagens sem som, essa é a verdade.

Então quando eu digo que um filme é bom, é em relação a tudo... Som e imagem. E se tenho a chance de ver um bom filme em 5.1, não a perco.

Infelizmente ainda não tenho uma aparelhagem de Home Theater com o tão sonhado 5.1, mas eu chego lá... Especialmente com o "insentivo" extra. Porque quando eu comprei o meu box do 'De Volta para o Futuro' e coloquei o disco 1, no meu DVD genérico... Bom, não rodou.

Então eu pensei:
'Claro, Murphy, eu tinha que ser a pessoa de sorte, que depois de anos, ia comprar o tão sonhado box e "ganhar" um disco defeituoso de quebra.'

Coloquei o disco 2... Nada.

Pensei:
'Esse ano está cada vez "melhor". Dois discos defeituosos no mesmo box... Isso deve ser um record.'

Por fim, coloquei o disco 3... Claro que ele não rodou!

Tudo bem que eu sou um ser "sortudo", no que diz respeito a Lei de Murphy, mas minha lógica nerd, não me permitiu acreditar que, de inúmeros discos produzidos, de 3 filmes diferentes (mesmo sendo sequências), eu teria "acertado na loteira dos discos com defeito" e recebido um box com os 3 discos defeituosos. É quase uma impossibilidade matemática... Apesar que sempre há aquele 1 em 1 milhão. No entanto, antes de perturbar o pessoal do Submarino, resolvi testar os discos em outro aparelho de DVD... Mas não é que rodaram. Damn it, Murphy!

Concluindo: O problema é comigo e essa idiota lei do Murphy, pois é o MEU DVD que não roda os discos.

Então, depois de tanta perturbação, finalmente pude aproveitar meu box da trilogia 'De Volta para o Futuro'... Usando um aparelho de DVD alheio, claro, mas que pelo menos me deu a chance de ver os filmes em 5.1 e foi a melhor coisa que podia ter acontecido! :D

'De Volta para o Futuro' em 5.1 é maravilhoso! E o que é as cenas com a Time Machine em ação, em 5.1?! Se o som do pulo no tempo e a reentrada já impressiona "aos olhos", especialmente de quem gosta de uma boa edição de som, em 5.1 fica ainda melhor... Alias o box foi muito bem planejado... Tirando a porcaria da capa, com aquela disposição de discos "trepados". Aquele design é perfeito para você quebrar os discos e ter que comprar um box novo. Então aconselho a comprar de uma capa para 3 disco, que pode-se achar em qualquer loja que informática, que venda CD e DVDs virgens... Antes que acabe quebrando um dos discos.

Também é bom verificar, antes de pensar em comprar esse box, com algum amigo ou conhecido que já tenha, se o filme roda só em aparelhos com 5.1, para não ficar na mesma situação que eu, que precisa ver os filmes na casa dos outros, pois não passam no próprio DVD. (Nota: Se souber de algo, aviso.)

Bom, voltando ao box... O primeiro disco, com o filme 1 da trilogia, tem entre seus extras, comentários sobre várias curiosidades que vão aparecendo no decorrer do filme, em forma de legenda... Infelizmente em inglês. Curiosidades, que são para os fãs que adoram saber os mínimos detalhes de produção, atores, equipe... O mais divertido, foi conferir que a maioria dos comentários eu já sabia.

Alerta de Nerd! :D

Ainda assim, depois da história de perceber o lance do "Twin Pines Mall" e "Lone Pine Mall" anos depois, consegui outra vez. Porque nunca tinha notado, que o Marty não acelera o DeLorean propositalmente. Já que ele só se liga da "besteira" que está fazendo, minutos antes do salto no tempo e espaço, com a impagável expressão de Michael J. Fox de F...

E é por coisas assim, que tem filmes que eu não vou cansar de ver.

Já no disco 2, com o filme do 'De Volta para o Futuro - parte II', tem um extra, com os testes no Hoverboard que são bem legais. Coitado dos dublês!

Enquanto no disco 3, com o filme do 'De Volta para o Futuro - parte III', há um clip da música dos créditos, que eu nunca tinha visto. Dois dos cantores da banda, curiosamente, são a cara do pai da Angela, personagem da série de TV 'Bones'... Será que o visual é homenagem? Ou um deles faz o papel do pai da Angela na série? (Nota: Se eu descobri, eu aviso.)

K.R.
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Situação surreal

  • Aug. 15th, 2009 at 12:12 PM
angel
Acho que ainda estou em choque diante do que ocorreu a pouco... Talvez escrever ajude, pois foi algo mesmo surreal.

Quando você pensa que o pessoal de telemarketing e atendentes de telefone do gênero, não podem mais te surpreender...

Imagine a situação.

Estava eu a twittar tranquilamente, quando o telefone toca.

Usando a boa educação que mamãe me deu, eu prontamente informe a pessoa que ligava, que a pessoa a qual ele procurava, estava ocupada no momento e se ele queria deixar recado.

Do outro lado da linha a pessoa já foi perguntando o meu nome, até ai nada de estranho... Só que como ele não havia se identificado, eu tornei a perguntar: "Quer deixar recado?" (Nota: Alguns atendentes de telemarketing, passaram a não se identificar de imediato e a perguntar o nome de quem atende. E eu parei de falar o meu nome, porque depois ficavam ligando a minha procura.)

A pessoa do outro lado da linha, já num tom mais grosseiro, insistiu em saber o meu nome.

Ai eu me aborreci e foi a minha vez de querer saber quem falava... Porque o cara liga, não diz quem é e ainda fica me interrogando. Queria saber meu nome, se eu tinha algum parentesco com a pessoa a qual ele procurava...

E ele continuou a insistir em saber o meu nome e não queria dizer nem quem era, ou se fazia parte de alguma firma... O que deveria ser o caso, pois já percebi esse padrão em outras ligações de telemarketing e similares. O atendente sempre pergunta o nome de quem atendeu o telefone e também quer saber se é parente, empregado, amigo... Só que o atendente geralmente se indentifica primeiro... "Sou fulando de tal lugar."

E se a situação já era pra lá de estranha, a figura do outro lado da linha, ainda quis dar lição de moral, porque "EU não tinha me expressado corretamente..."

Eu? Ele não queria dizer quem era e eu que não sei me expressar? Afinal bastava ele dizer quem era, ou pelo menos de onde falava. Como uma pessoa normal faria. O estranho era ele não querer dizer quem era... Sei lá, vai que é algum criminoso. Vou dar o meu nome nada!

No fim das contas ele continuava com o blá-blá-blá, quando eu resolvi bater o telefone na cara dele. Não ia ficar escutando sermão de não-sei-quem, que provavelmente foi mau treinado, ou talvez esteja precisando... Bom, namorar um pouco. O cara, com toda a certeza, deve ser o tipo troll*, que adora arrumar um motivo para ficar perturbar os outros, na primeira oportunidade. E não seria um troll qualquer, que ia me deixar de mal humor hoje.

Afinal de contas, é sábado... O dia está bonito até para quem precisa ficar trancado em algum escritório... Ou cripta... Porque esse sol de "inverno" carioca, está de assustar qualquer vampiro clássico... E, com certeza, deixa a família Cullen inteira de "castigo" dentro de casa.

*Troll
http://pt.wikipedia.org/wiki/Troll_%28internet%29

K.R.
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vampire
Ando brincando que os vampiros me perseguem ultimamente, mas a verdade é que eles sempre estiveram comigo. Quando menos se espera, lá estava... Fosse em um revista, um livro ou um DVD... O fato é que estão por toda parte, basta parar e prestar atenção.

Só no Brasil, temos um mês inteiro comemorando esses adoráveis seres da noite, em São Paulo pelo menos. Temos no estrangeiro vampiros em livros, em séries de TV, em filmes e indo mais para o oriente os vampiros dos mangás e animes japoneses, que são para qualquer um, menos para criança ver.

E em um época que todo mundo só fala em vampiro, sempre aparece aquele que não é fã, mas quer tirar proveito da situação.

O curioso é que em meio a toda essa animação com as lendárias criaturas da noite, uma das autoras mais populares da atualidade é processada, acusada de plágio. Se é ou não verdade, isso é uma caso ainda a ser analisado pela justiça.

Diante de tal notícia, uma coisa me vem a mente. A maioria dos autores tem alguma influência (ou inspiração) em outros autores e os escritores de contos vampirescos não são diferentes. Por isso é bom ler muito, pesquisar bastante sobre o que se quer escrever. Porque com várias influências, você acaba criando uma nova, por assim dizer. Uma única influência como base, sempre abre margem para questionamentos... Afinal, até onde podemos considerar algo como original, sendo inspirado no trabalho de alguém.

Por exemplo, a mais "nova" sensação nesse febre por vampiros, L.J.Smith, criadora de 'Vampire Diaries', tem uma forte influência de 'Drácula', que inclui o livro em forma de diário. No entanto, outros dizem que a influência de Smith, é dos livros de Stephanie Meyer... O que esse pessoal não sabe, é que o primeiro livro de Smith foi puplicado em 1991, enquanto o de Meyer em 2005, mais de 10 anos depois.

Meyer, na questão da criação de sua história, alega que sonhou com tudo. O que não é incomum, especialmente para quem escrever sobre seres, que assombram a imaginação da humanidade à séculos. Pesadelos ou sonhos, depende do ponto de vista. Bram Stoker mesmo, alegou que escreveu 'Drácula' por conta de um pesadelo, após uma farta refeição mal digerida... Sendo que levou alguns anos pesquisando na biblioteca de Londres, até resolver colocar a mão na massa e sua maior inspiração para o personagem Drácula, teria saído de um dos livros pesquisados na biblioteca. Livro que falava sobre o histórico Vlad - O Impalador.

No entanto, tanto Stoker como Meyer foram acusados de não serem totalmente "originais" em suas histórias. Dizem que Stoker teria realmente se "inspirado" em um livro para escrever 'Drácula', mas esse seria uma ficção chamada 'O Vampiro'. Enquanto Meyer... Bem, está sendo processada por plágio.

Sabe o que é mais curioso dessas histórias, é que geralmente os autores, em especial a turma que escreve sobre fantasia, ficção científica, vampiros e companhia... Passam pelo que eu chamo de "síndrome do ninguém quer ler minha história". Porque até você conseguir organizar as idéias em texto, você tem a desculpa de "ninguém quer ler o que escrevo, pois não está terminado". No entanto, depois que se termina uma história, bate uma necessidade aterradora de mostrar para todo mundo.

Só que de repente se percebe, que ninguém parece se interessar em ler o que você escreveu... Você tenta fazer com que alguns amigos ou parentes, que tiveram a mínima paciência de te ouvir tagarelar, sobre suas idéias para uma história, peguem uma cópia e leiam... Mas ninguém parece se interessar. Você pensa que ninguém precisa gostar, nem que seja para dizer "olha, está uma droga"... Você só quer saber uma opinião. Então resolve mandar para editoras, que nem se dão ao trabalho de ler seu trabalho, na maioria das vezes, pois seguem tantos padrões de seleção, que não saberiam se um livro é realmente bom, até ele ser um sucesso de publicação em uma outra editora, geralmente a que o autor pagou pela publicação.

Apesar de tudo, é uma sensação maravilhosa, a de concluir uma história 100% sua... Poder "ver" em palavras, toda aquele aglomerado de idéias, aparentemente malucas, em sua mente, virar um universo novo... Às vezes indo muito além das expectativas.

O que me faz voltar a pensar em quem se aproveita do talento alheio, em prol apenas do vil metal, esse nunca vai saber o que é ser um contador de história de verdade. O esperto pode ter todo o dinheiro do mundo, mas o dinheiro sozinho, nada é. Dinheiro bem ganho, é consequência de um trabalho árduo, feito por um ser valoroso. O esperto uma hora cai do cavalo e não terá ninguém para ajudá-lo a sair da lama. O valoroso vai ter muitas mãos amigas, disposta a ajudá-lo a se erguer outra vez.

K.R.
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Cap Nascimento
Trombando por ai com o filme "Vampiro - The Last", saiba que é um filme típico de faculdade de cinema. A primeira indicação é a mais fácil de encontrar. Os créditos do filmes são cuidadosamente feitos para destacar a equipe técnica. Depois o filme em si faz juz a "lenda", que diz que quem estuda cinema em faculdade, gosta de revolucionar. Só que não buscam fazer filmes diferentes e inovadores (George Lucas é a exceção a regra), mas formas novas de filmar.

O fato de serem tão obcecados pela imagem do filme, acaba fazendo que os futuros cineastas, esquecem de todo o resto da produção... Porque além do fato de cair sempre na mesmice de filmar gente no submundo, usando drogas e fazendo sexo, como nenhuma pessoa normal conseguiria. Eles esquecem que além de um bom roteiro, o filme precisa que os atores sejam dirigidos.

A falta de uma direção de atores, gera diálogos vazios e interpretações terríveis, isso quando lembram de contratar atores para o filme. Estudante de cinema tem o mau hábido de chamar pessoas sem nenhuma, ou muito pouca experiência em arte dramática para fazer seus filmes, com a velha desculpa de deixar o filme "realista"... Por favor, se querem tanto criar algo realista, melhor mudarem para jornalismo investigativo ou coisa do tipo. Isso quando não chamam amigos e parentes para "atuar" em seus filmes.

Claro que falo de um filme universitário americano, apesar dos padrões acima se aplicarem ao brasileiro. A diferença é que o estudante de cinema brasileiro, mal tem a chance de fazer um curta-metragem, que dirá um filme de longa-metragem e que seja exportado para fora do país, ao ponto de ganhar dublagem em língua estrangeira. Porque podemos encontrar "Vampiro - The Last" dublado e muito bem dublado, em português.

O curioso é que quanto vi o filme "Drácula 3000", tive a certeza que era um filme thrash, no melhor estilo Ed Wood, que usava todos os "defeitos especiais" possíveis na época de sua produção. Logo, dava para se divertir vendo o filme e incluir o mesmo, na lista de um bom exemplo de thrash, com tudo que um filme de vampiro não deve ser... Se quiser chegar a um nível de "Drácula de Bram Stoker". Porém para quem está começando a fazer filmes e conta com um orçamento muito pequeno, ou simplesmente quer fazer um filme junto com os amigos para depois colocar no YouTube, "Drácula 3000" é ao meu ver o melhor exemplo a seguir. O básico para filmar e montar um filme está lá.

Já "Vampire - The Last" possui todas as características de um filme tipicamente universidade, o qual só quem fez faculdade consegue entender... Ou nem isso. Ninguém fora do meio consegue ter paciência para ver um filme desse tipo. Começa pela obsessão exagerada por camera na mão... Qual o problema dessa pessoal com o tripé? Porque na faculdade falam que o tripé é a base "metafórica" do cinema, mas todo mundo insiste de ignorá-lo na hora da filmagem. Então temos a fotografia falha, que varia muito de cena para cena... E os ângulos? Esses deixariam os produtores da "A Bruxa de Blair" com inveja, pois além de incluir todo o tipo de ângulos ensinados na faculdade, coisa que nem o diretor mais experiente conseguiria fazer, eles inclui outros "inovadores" que faz o espectador ficar tonto... Especialmente nas cenas dramáticas, onde eles fazem questão da camera na mão, aumentado o desconforto do espectador.

A sorte é que, em geral, tais filmes se perdem no tempo, como alguns filmes em VHS das antigas locadores, que depois que inventaram o DVD você nunca mais ouviu falar. Só que lembra que viu, porque era seu primeiro video cassete e você queria tirar uma onda com seu próprio "cinema em casa", vendo tudo que tinha na locadora.

K.R.
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"Blood" para todos os gostos

  • Aug. 9th, 2009 at 8:37 AM
angel
Recentemente descobri um anime, já meio antigo na verdade, mas muito bom. Talvez um dos primeiros da nova safra de anime japoneses, pois é de 2000.

O anime é um média-metragem chamado "Blood - The Last Vampire", que se passa nos anos de 1960, em uma base militar americana no Japão. Depois de ver o anime, fui buscar maiores informações e foi com o maior prazer, que descobri que o anime tinha mangá... E uma série animada para TV... E um filme em live-action (com atores de carne e osso)... Ou seja, tem "Blood" para todos os gostos.

Até agora já vi o filme (que leva o mesmo nome do anime), brilhantemente adaptado, com um roteiro que ao mesmo tempo que mantém a essência do anime, também acrescenta maiores informações sobre a personagem Saya, que é uma heroína que não deixa a desejar para nenhum caçador de vampiro já conhecido. Van Helsing, Blade e Buffy não teriam o que reclamar de Saya, que em posse de sua espada, não deixa vampiro nenhum livre de um fim certo. É praticamente como um dos bentos do André Vianco, só que usa roupa de colegial, como toda boa heroína japonesa.

Photobucket

Comecei a assistir a série em forma de anime, que ganhou o nome de "Blood +", a qual já foi exibida no Brasil pelo Animax. (Não sei se está sendo exibida ainda, ou se passa em algum outro lugar.) A série da um pulo no tempo, em relação ao média-metragem de 2000 e trás Saya para os dias atuais. Por enquanto não vi muitos episódios, mas pelo que vi até agora a série promete.

"Blood +" no Animax (propaganda)
http://www.youtube.com/watch?v=PECtGLUY-ig

K.R.
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Vampire Diaries
"Uma cidade pequena, uma escola, dois vampiros e uma humana entre eles..."

Curiosamente essa é uma definição para a série oriental de mangás e animes "Vampire Knight" e também para a série ocidental de livros e futura série de TV, "Vampire Diaries".

Ambas as séries trazem vampiros "jovens", mas com dilemas antigos e uma humana com tendência a se meter em encrencas...

Para quem gostou de Bella em "Crepúsculo" e nos livros de Stephenie Meyer, já saiba de antemão que as heroínas de ambas as histórias, seguem a mesma linha de atrair confusão envolvendo vampiros.

Para quem não gostou de "Crepúsculo", vale dar uma olhada, pois essas duas história trazem um mistura dos clássicos vampiros, com um toque de século XXI.

Por enquanto, em relação a "Vampire Diaries", só há os livros... E, claro, um trailer que deixa quem gosta do gênero vampiresco, no mínimo, curioso.

CW Vampire Diaries Trailer
http://www.youtube.com/watch?v=jh-5DbPMiY4

Tendo como protagonistas dois já conhecidos atores, entre o pessoal que curte séries americanas, o Ian Somerhalder (Boone Carlyle de "Lost") e o jovem vetereno em séries, Paul Wesley, que entre outros personagens, fez o irmão bastardo de Lex Luthor em "Smallville", Lucas Luthor.

Já "Vampire Knight" conta sua história através dos mangás e de 2 animes já concluídos ("Vampire Knight" e "Vampire Knight Guilty").

Photobucket
Vampire Knight - imagem mangá

"Vampire Diaries", a série para a TV, tem previsão de estreiar esse ano, com o início das novas temporadas americanas. Provavelmente entre setembro e outubro.

Photobucket
"Vampire Diaries" - imagem série

Já os livros ainda não chegaram por aqui, mas o primeiro está com data marcada para ser lançado no Brasil, 28 desse mês.

Mais detalhes:

Vampire Knight
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vampire_Knight

Vampire Diaries
http://www.vampirediariesbr.com/

K.R.
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Nova versão para Romeu e Julieta

  • Jul. 31st, 2009 at 8:04 AM
vampire
Revirando as gavetas... Olha o que achei.

Nota: Essa história é uma fan-fiction reunido personagens referentes a uma das obras de William Shakespeare, assim como um "crossover" com minha própria história sobre seres sobrenaturais.



Nova versão para Romeu e Julieta

Comentário sobre o escritor e sua obra:

"Romeu e Julieta" é uma obra de Willian Shakespeare, escritor teatral inglês do século XVI, que fala do amor impossível de dois jovens e seus atos extremos em seu nome. Para quem não conhece a história, infelizmente, não tenho como falar sobre ela sem contar seu final, já que basicamente é ele o ponto chave de toda trama dessa história.

Os jovens Romeu e Julieta se apaixonaram à primeira vista, mas logo descobrem que seu amor está condenado, pois o maior obstáculo para os dois ficarem juntos, eram suas famílias. Sendo filhos de duas famílias rivais, já tinham futuros previamente traçados por seus pais, que nunca aprovariam aquela união. A trama que leva a um trágico e lamentável final, a morte prematura do jovem casal, é repleta de duelos e mortes dramáticas e até hoje, aproximadamente 400 anos depois de ser escrita, ainda emociona até o mais forte dos homens. Sendo "Romeu e Julieta" uma das histórias mais adaptada e encenada do teatro, sem contar as inúmeras adaptações para a TV e o cinema.

Detalhes sobre a obra:
http://en.wikipedia.org/wiki/Romeo_and_Juliet
http://pt.wikipedia.org/wiki/Romeu_e_Julieta



Segredo da Escuridão
A história de Romeu e Julieta que Shakespeare não ousaria contar - por E.H.Mattos
Transcrita por Kane Ryu


Rio de Janeiro - Época atual

Um jovem casal ria de forma exaltada, enquanto liam um livro, sentados em uma mesa de um espaço de leitura de uma grande feira de livro no Rio de Janeiro.
Um adolescente que estava numa mesa próxima, tomando um café, após uma farta compra nas várias livrarias espalhadas pela feira, não consegue evitar de prestar atenção na conversa do casal. Não havia ninguém no momento por ali além dele e o casal, a maioria das pessoas estavam andando, sem a mínima pressa, pelos diversos stands espalhados pelo lugar.
_ Ainda não sei o motivo que levou Will a escrever essa história. Por que não a contou exatamente como aconteceu? _ diz o rapaz enquanto folheia o livro em suas mãos.
_ Por que a graça da história seria o trágico final? _ indaga a garota divertida, abraçando o rapaz carinhosamente, enquanto ele mantinha uma expressão frustrada ao continuar folheando o livro.
O adolescente sentado na mesa próxima do jovem casal, não resiste e estica o pescoço em direção aos dois jovens, disfarçadamente, para tentar ver de qual livro eles falavam.
_ Romeu e Julieta?! _ exclama o adolescente em voz baixa, um tanto surpreso.


Londres - 1592

_ Jovem amigo, o que tanto o aflige? Seria uma certa dama, a qual anda passando muito tempo em sua companhia?
_ Não, bom amigo Will, desse mal eu estou curado, mas só para ser atormentado por um ainda pior. O amor puro e avassalador.
Os dois amigos conversavam sentados no cenário do palco de um teatro londrino, o qual estava completamente vazio. Já era tarde da noite e após a bem sucedida apresentação daquela noite, William resolveu tentar ajudar o amigo com seu atual infortúnio.
_ Conte-me e tente assim aliviar um pouco seu jovem, mas já calejado coração.
_ A paixão por Rose não me fez sofrer tanto, como sofro agora, amigo Will.
_ Jovem Romeo, não acha que é um tanto extremistas nas coisas do coração? Se continuar deixando tais sentimentos consumi-lo dessa maneira, vai acabar não conseguindo completar outro ano de vida.
_ Senhor Shakespeare? _ chama pelo escritor uma jovem dama, assim que entra no teatro.
_ Espere um momento, amigo Romeo. Não se vá antes que eu volte. Preciso atender tão graciosa dama, mas logo continuaremos nossa conversa.
William se afasta de Romeo e vai até a jovem dama, toda vestida de cor de rosa, a qual possuía longos e encaracolados cabelos loiros. A dama aguardava próxima a porta, que dava para os bastidores do teatro.
_ Não acha imprudente que uma jovem como a senhorita, ande por ai desacompanhada e a essa hora? _ diz William cumprimentando-a com um sutil beijo nas costas da mão.
_ Caro William, sou rica o suficiente para não me importar com o que os outros falam. _ diz a jovem dama com um leve sotaque estrangeiro.
_ Ainda assim, não é bom para sua reputação. Especialmente quando resolve vir a um teatro fechado, onde há apenas homens, devo ressaltar.
_ Fico encantada com sua preocupação, mas acho que devia guarda-la para seu amigo. O que ele tem? _ pergunta a dama, com uma expressão mais de curiosidade que de preocupação _ Eu o vi, um pouco mais cedo, tão abalado. Como sabia que era seu amigo, resolvi vir avisá-lo. Porém vejo que ele já veio em busca de um ombro amigo. Ainda assim, eu poderia ajudá-lo em alguma coisa, caro William?
_ Gentil e preocupada dama, tão caridoso eis tu, mas infelizmente nem a senhorita, ou eu podemos ajudá-lo. Ele sofre do mal mais antigo e assolador da Terra.
Ela sorri e sussurra, sem querer:
_ Não me lembro de ter feito nenhum mal a ele antes.
William demonstra ter escutado o comentário, mas faz uma cara de quem não entendeu direito, ou de quem não queria acreditar no que tinha acabado de ouvir.
_ A mulher. _ retruca a jovem _ Não somos nós, as mulheres, que somos culpadas de ter cometido o grande mal do início dos tempos, o pecado original. Não é assim que nos ensina o bom livro?
_ Nunca tinha pensado nisso antes. Bom, então devo me retratar. Diria que Romeu sofre do segundo mal mais antigo do mundo, o amor.
_ Ah, sim, o amor. Devia ter percebido isso antes.
_ Como poderia? Duvido que jovem tão virtuoso entenda o que é a dor do amor.
_ Posso parecer jovem, caro William, mas provavelmente minha idade o surpreenderia. _ diz ela sorrindo de forma sedutora _ Talvez eu pudesse conversar com o seu amigo, quem sabe o ajudaria a amenizar sua dor.
_ Eu não sei.
_ Talvez ele precise conversar com alguém mais sensível. Acho que irá me entender, caro William, é um homem e por mais sensível que consiga ser, é insensível por natureza.
_ Deveria sentir-me ofendido, mas suas palavras fazem sentido. Vá até ele, gentil dama, tente ajudá-lo se é isso que deseja.
William se afasta e segue para os bastidores do teatro, enquanto a jovem dama aproxima-se de Romeo, o qual está alheio a tudo e todos a sua volta.
_ Nenhuma mulher, ao meu ver, merece tanto. _ dia a jovem dama, assim que fica bem próxima de Romeo.
_ Já sentiu a amarga flecha do cupido atingir seu coração? _ pergunta Romeo, olhando na direção da dama _ Acho que não, gentil dama.
_ Sim, eu sei o que está sentindo. Só gostaria de saber o motivo de seu tormento... Porque não corre atrás de seu amor? Só se ela não o ama, assim como a ama.
_ Não, ela me ama. Oh, sim, como me ama minha amada Juliet. Tanto quanto eu a amo.
_ Então o que o impede?
_ Nossas famílias nunca aceitariam nossa união. Inimigas a anos, nunca permitiriam que seus únicos herdeiros se unissem.
_ Talvez a união de vocês dois traga a paz entre suas casas.
_ Não é dessas terras, não é, gentil dama?
_ Não, não sou. _ responde sorrindo _ Vim das terras onde o sacro-império romano nasceu e onde o povo é apaixonado por natureza.
_ Pois então não sabe que aqui, nossas vidas já são traçadas desde cedo e o que nossos pais não desejam, não pode ser realizado.
_ O que se consegue imaginar, se pode tornar real. Só precisa querer muito.
Romeo não pode deixar de reparar no quanto bela é a jovem diante dele. Ela tem a pele tão branca como a mais pura porcelana, os cabelos dourados são como ouro e possuía feições pequenas e delicadas, como o mais delicado bibelô. Não possuía nenhuma marca em seu rosto que pudesse acusa uma idade avançada, apesar das roupas e maquiagem serem as mesmas, que uma senhora vivida costumaria usar. Porém o tom rosa em seu traje e certos recalques visíveis, não permitia imaginá-la como uma cortesã. Mesmo que Romeo soubesse que uma senhora distinta, não estaria naquele teatro sozinha, à noite e muito menos conversando com um homem, que não fosse seu marido ou pai.
No entanto, o que mais fascinava nela, eram seu olhos azuis, tão claros e brilhantes que até pareciam ter luz própria. E a luz que aqueles olhos possuíam, atraía Romeo inconscientemente.
_ Por que tanto interesse em minha dor? O que sabe sobre a dor? _ pergunta Romeo, olhando-a nos olhos impossibilitado de desviar o próprio olhar _ Mesmo debaixo de tanta pintura, posso ver sua juventude oculta por detrás da máscara. Provavelmente tem a mesma idade de minha amada e não deve conhecer muito da vida, pois mal desabrocho para ela.
_ Fala como um velho ancião a espera da morte, sem nenhuma esperança na vida.
_ Sem minha amada, não tenho motivos para viver.
_ Então lute por ela. Não pode deixar a desesperança te consumir. É jovem e ainda tem o tempo a seu favor. Lute por seu amor.
Curiosamente as palavras da jovem dama, soam de forma encorajadora para Romeo e arranca um sorriso esperançoso de seus lábios, fazendo-o deixar o teatro confiante.
_ O que falou para o meu amigo, que o fez sair saltitante de tanta satisfação? _ pergunta William voltando dos bastidores.
A jovem dama sorri para William, mas não faz comentários.

* * *

_ Enlouqueceu, amigo Romeo? Escalando os muros de seu inimigo, para chegar ao quarto da filha donzela, só acabará por decretar sua sentença de morte. Pretende ser morto, é isso quer? _ pergunta William bastante preocupado _ Pois é isso que ocorrerá se voltar lá, meu amigo.
_ Vamos nos casar. _ diz Romeo com um sorriso de pura felicidade, ignorando tudo que William tinha acabado de dizer. _ Já resolvi tudo com o padre. Casaremos as escondidas, é verdade, mas na hora oportuna o mundo saberá de nossa união.
William analisa o que Romeo acabava de dizer e então comenta:
_ Estou com um mau pressentimento sobre essa história.
_ Bobagem! Não fique preocupado, amigo Will, não estamos fazendo nada de errado. Eu tenho certeza que nossa união será feliz e eterna.

* * *

_ O que fez com meu amigo? Amaldiçoada seja! _ diz William aos berros, entrando exaltado e sem um prévio convite na casa da estrangeira dama, com aparecência de uma boneca de porcelana _ Ele está desgraçado e vai acabar morto. Pior que sua jovem esposa o acompanhará nessa loucura até o Inferno, estou certo disso. Que tão maligno feitiço jogou em meu jovem e inocente amigo, sua bruxa perversa?
_ Com ousa entrar em minha casa assim? _ pergunta a jovem dama, sem demonstrar a mínima exaltação.
_ Você é a única que pode convencê-lo de desistir de toda essa loucura. Duas pessoas já morreram, desde que Romeo saiu sorridente naquela noite do teatro, depois de conversar com senhorita.
William, que a segura pelo braço de forma rude, observa analiticamente a jovem dama, ainda mais misteriosa sem a maquiagem pesada e os vestido de senhora, que costuma usar. Ela exibe sua verdadeira face, um rosto de menina-moça, mas com um olhar de anciã. Por nenhum momento a jovem demonstrou estar incomodada, ou mesmo assustada, com a brutalidade que o escritor usava contra ela, pelo contrário, parecia indiferente. Porém em certos momentos, um certo brilho de excitação nos olhos dela, ficava visível, como se estivesse se deliciando com toda a lamentável situação. O que só piorava o estado de espírito de William, que pretendia persuadi-la a falar com Romeo, ameaçando-a com força bruta.
_ Parece um tanto feliz com todo esse caos... _ diz William, soltando o braço dela um tanto frustrado.
_ Tenho interesse pessoal no caos. _ ela responde sorrindo de forma quase diabólica _ Sabe que Romeo não vai desistir, não agora, já foi muito longe. _ ela faz uma breve pausa para analisar o semblante de William _ E isso está te atormentando, não é?
_ Quem, diabos, é você? _ diz William olhando-a nos olhos, quase hipnotizado pelo brilho intenso vindo deles.
_ Sou alguém que já viveu mais do que você pode imaginar, que já teve vários nomes e que por algum motivo desconhecido está tocada por seu tormento. _ diz aproximando-se cuidadosamente _ Vou interferir, como deseja, mas depois não venha se arrepender do pedido que me fez.
_ Se prometer que Romeo e sua Juliet vão viver... Apenas os salve, eu imploro. Porém se eles morrerem, eu juro que a matarei com as minhas próprias mãos.
_ Muitos homens já pronunciaram tais palavras, sem nunca obterem sucesso. Porém ainda estou disposta a ajudar, mesmo depois de tanta grosseria. _ diz, fazendo uma breve pausa e sorrindo sutilmente para William _ Conheci Juliet e a podrezinha não merece todo o sofrimento, pelo qual está passando... Graças aquele pai carrasco que tem. E se alguém tem que morrer nessa história com certeza não é ela.

* * *

Juliet estava chorando em seu quarto a horas, pois seu pai havia comunicado-lhe que, mesmo com o repentino falecimento de seu primo, ela ainda se casaria com o jovem ao qual estava comprometida. A morte de seu primo, só fez com que o pai de Juliet antecipasse o casamento, com puro interesse financeiro. O casamento de Juliet era apenas um acordo lucrativo para seu pai, o qual não se importava se era contra a vontade de sua filha. Afinal a tradição de sua família valia muito e para o pai do rapaz que iria desposar Juliet, era uma honra que valia qualquer preço, por mais alto que fosse a oferta feita pelo pai de Juliet.
_ Oh, pobre eu sou! _ exclama Juliet, enquanto olhava fixamente para um pequeno vidro em sua cabeceira.
Havia uma pequena quantidade de veneno no vidro, porém sendo esse extremamente fatal, era o suficiente para matar duas pessoas provavelmente. Ela estava decidida a morrer, pois preferia a morte que se casar com o tal nobre. Principalmente depois de ter conhecido o amor, nos braços de seu jovem marido Romeo.
Juliet estava desesperada, não sabia como resolver a situação e com Romeo longe de Londres, acusado de matar seu primo. Só a morte a salvaria de entrar na igreja naquela semana, para se casar com seu prometido.
Quando Juliet pega o frasco com o veneno, decidida a beber até a última gota, escuta uma suave voz feminina de sotaque estrangeiro dizer:
_ Bobagem se matar, principalmente quando o que ele tem a fazer é arrumar outro herdeiro. Vai dar esse gostinho ao seu pai?
_ Como entrou aqui? Quem é você?
_ Duas perguntas sem importância. O que é importante saber, é que posso te dar uma vida nova e a companhia de seu Romeo.
_ Como poderia fazer isso?
_ Isso também não é importante. O que importa é... Quer realmente ficar com seu Romeo? Não importando o preço que pague por ele.
Juliet encara a jovem de sotaque estrangeiro por um breve instante, analisando o rosto branco feito porcelana, os cabelos dourados caídos pelos ombros e o vestido rosa, quase totalmente oculto pela longa capa negra, que ela usava por cima dele. Então Juliet responde que pagaria qualquer coisa, para viver para sempre com seu amado.
_ Farei que todos pensem que você está morta, realmente, morta. Então quando acordar de seu sono de morte, poderá ficar para sempre com seu Romeo. Só que vai ter que confiar em minhas palavras, sem questionar meus atos.
_ Eu confio.
_ Então feche os olhos.
Juliet fecha os olhos e assim que o faz, a jovem dama deixa à vista seus pequenos, mas aguçados caninos. Tratava-se de uma vampira.
Rapidamente a vampira avança na direção de Juliet, cravando seus dentes na jugular da garota. Sem ter tempo sequer de pensar no que está acontecendo, Juliet sucumbi ao torpor da morte em instantes.

* * *

Romeo estava escondido fora da cidade, pois se voltasse a Londres, no momento, acabaria sendo preso pela morte do primo de Juliet. Mesmo que tudo tenha ocorrido em legítima defesa, pois Romeo tentava apenas defender um amigo, o qual acabou também morto na confusão, pelo primo de Juliet que era conhecido pelo gênio terrível que tinha. O fato era que sendo a família de Romeo, não tão influente quanto a de Juliet, ele com certeza não teria chance de defesa perante a justiça.
William chega no esconderijo de Romeo, infelizmente levando terríveis notícias. Ele conta ao amigo primeiro sobre o casamento arranjado de Juliet, para só depois falar que a jovem tinha tirado a própria vida, pois tamanho era seu desespero diante de tão terrível destino. Ele também informa que ela não tinha sido enterrada em solo sagrado, por ter cometido um dos atos mais condenados pela igreja, o suicídio, e que seus pais tinham levado o corpo para ser enterrado, em uma propriedade que possuíam fora de Londres.
A propriedade não ficava muito longe de onde Romeo estava escondido e William havia aproveitado a viagem até o lugar, para dar suas condolências a família de Juliet, antes de ir até o amigo. Assim teria uma boa desculpa para a inesperada viagem, que fez para alertar Romeo sobre tamanha tragédia, antes que o pobre rapaz soubesse pela boca de desconhecidos. E com tal desculpa, William também evitava que o paradeiro do amigo fosse revelado.
Romeo aparentemente recebe bem a notícia, claro que a dor que sentia era visível em seus olhos, úmidos de tristeza pela perda de sua amada e jovem esposa, mas ainda assim ele agüenta firme. Só quando William deixa o lugar para voltar a Londres, que Romeo demonstra todo seu desespero. O jovem quebra tudo que tinha dentro da humilde casa de camponês, onde estava vivendo atualmente. Nada é poupado. Então ele deixa a casa à cavalo, em direção a propriedade da família de sua esposa.
No final da tarde Romeo chega a propriedade e entra as escondidas no lugar. Os pais de Juliet e toda a família ainda se encontravam na casa principal, mas isso não intimida Romeo, que estava determinado a encontrar o túmulo de Juliet e não deixaria o lugar enquanto não o achasse.
Já era no meio da noite, quando ele finalmente descobriu o lugar onde Juliet havia sido sepultada. Romeo se aproxima temeroso, mas ainda esperançoso. Porém a luz da lua cheia confirma qualquer dúvida e coloca um fim a sua última esperança. Era o que temia, lá estava o nome de sua amada, entalhado na grande lápide de pedra do recente sepulcro.
Só que ao se aproximar mais da sepultura, Romeo percebeu que o solo onde o corpo de sua amada deveria estar repousando, havia sido remexido de alguma forma, pois a profanação era bem evidente. Sem entender o que poderia ter acontecido, ele se ajoelha diante da cova, incrédulo do que via.
_ Quem faria tamanha barbaridade?! _ indaga Romeo em voz alta _ Porque alguém profanaria a sepultura de minha amada esposa? Com que intenção cometeria tamanho desrespeito?
_ Precisava sair.
Romeo se assusta ao escuta a voz de Juliet e quase cai dentro da cova. E quando finalmente olha para a pessoa que havia chegado sorrateiramente, se assusta ao ver que era Juliet.
_ Como? Você está viva?
_ Sim, graças a uma nova amiga. _ diz Juliet sorrindo docemente.
Romeo está sentado no chão úmido, observando Juliet, visivelmente confuso. Juliet usava uma mortalha, a qual estava suja de terra e também de algo que, mesmo só com a luz suave da lua, dava para ver que tinha a cor densa do sangue.
_ Não me olhe assim, amado marido, sou eu mesma, sua Juliet. _ ela percebe que Romeo olhava assustado, para as manchas de sangue em sua mortalha. _ Isso? Sim, é sangue.
_ Seu?
_ Não.
_ Então é sangue de quem? _ ele pergunta olhando nos olhos de Juliet, chocado.
Ela continua sorrindo daquela forma doce, como sempre fazia, quando queria obter dele alguma compreensão por seus atos infantis. Só que dessa vez Romeo percebeu algo mais, pois não havia a inocência em seu olhos, mas algo que ele nunca tinha visto antes. Um brilho sinistro que o fez pensar em uma certa dama estrangeira.
Um calafrio percorreu todo o corpo de Romeo, fazendo-o estremecer, como que avisando que havia perigo no ar.
_ Agora eu vou começar uma nova vida e você também, meu amado marido. E por isso, eu decidi acabar com tudo que me ligasse a minha velha vida.
_ Do que está falando... _ subitamente a lembrança da família de Juliet, presente na casa principal da propriedade, veio a mente de Romeo e ele olha novamente para a mortalha ensangüentada de sua esposa, lembrando que o sangue ali não é de Juliet _ Sua família?! Você não...
_ E por que não? Acha que depois de sofrer tanto, porque eles achavam que eu era um dos preciosos bens, o qual como todos os outros podia ser negociado; eu os deixaria pura e simplesmente continuar a vida. Meu pai só precisava esperar por outro herdeiro e tudo ficaria bem. Talvez um varão, como ele sempre quis, só que sua essência maligna termina aqui. Essa família não merece continuar existindo. Todos eram cordeiros diante das ordens de meu pai e eu fui o cordeiro que deveria ser sacrificado, para a comodidade de todos.
Romeo continuava a olhá-la, chocado com cada palavra que Juliet dizia. Não era sua doce Juliet que falava aquelas barbaridades, não podia ser.
Juliet percebe o tormento na mente de seu amado, mas prefere ignorar.
_ Vamos, meu amado, pense. Podemos viver juntos agora e para sempre. Acabou as brigas e é isso que importa. Nossas famílias que faziam questão dessa rixa maldita, nós nunca fomos consultados. Nunca pedimos por ela.
_ Eu não sei o que dizer, Juliet. _ diz Romeo afinal.
_ Amado, apenas diga que me ama, pois se ainda me quer, não pense em mais nada e fica comigo.
Ele olha para sua esposa, com uma expressão de sincera devoção e pensa no quanto a amava.
Sim, ele a amava mais que tudo e era a única coisa que tinha certeza naquele momento. Porém ainda sem saber o que fazer diante de tal situação, Romeo, como se para evitar uma resposta imediata, resolve se levantar do chão. Juliet estende a mão e o ajuda a levantar sem maior esforço.
_ Você está tão... Forte? _ diz ele surpreso.
_ Muito mais que isso, nunca me senti tão viva em toda minha vida. Sinto tudo e todos a minha volta, como se fizessem parte do meu ser. Sinto você... _ diz Juliet aproximando-se de Romeo _ Sinto seu coração batendo dentro do seu peito, o sangue correndo por suas veias... _ ela para de falar subitamente e agarra Romeo, beijando-o apaixonadamente como nunca havia feito antes, pois foi ensinada que moças de família não podia fazer tal coisa.
Romeo se assusta com a atitude dela, mas não consegue afasta-la. A amava muito e mesmo que ele estivesse assustado e certo que algo muito estranho tinha acontecido com ela, ainda era sua Juliet. Ainda era aquela jovem pela qual se apaixonou e com a qual tinha se casado... E era só isso que importava.
_ Fica comigo. _ pede Juliet, entre um beijo e outro.
Ele para de beijá-la por um momento e diz, olhando-a nos olhos:
_ Só se for para sempre.
Juliet sorri deixando bem visível seus agora pontiagudos, mas pequeninos caninos, os quais só eram visíveis se sorrisse de forma exagerada. Ele deveria se assustar com aquilo, tinha certeza, mas não teve medo. Como se tivesse previsto tudo. Depois de um longo beijo apaixonado, Juliet percorre o contorno do rosto de Romeo com seus lábios, descendo até repousá-los sobre a jugula de seu marido. Ele sente seu corpo estremecer novamente, com o mesmo tipo de calafrio que sentiu antes. Outro aviso que o caminho era perigoso e também sem volta. Só que Romeo não liga, só sabia de uma coisa, só possuía uma única certeza: Juliet. Não importava como ou o que faria para tê-la ao seu lado. Então ele sente a língua dela sobre a sensível pele de seu pescoço por um breve momento, para logo sentir a ponta afiada dos dentes de sua esposa, penetrar lentamente em seu pescoço, fazendo Romeo gemer tão baixo que mal se pode escutar.
No entanto, ao longe, a jovem dama observa o casal apaixonado e parecia ciente de tudo que acontecia. Ela é iluminada pela luz do luar de forma que sua pele, extremamente branca, tem um tom quase fluorescente e no seu rosto podia-se ver, um sorriso de pura satisfação, que ressalta seus caninos ligeiramente pontiagudos.

* * *


Rio de Janeiro - Época atual

O adolescente escuta os comentários sobre a dita “história verdadeira de Romeu e Julieta”, visivelmente aterrorizado e já ia deixando sua mesa, quando escuta o rapaz falar:
_ Sabe o mais divertido de toda a história? A cara do Will quando nos viu na semana seguinte, ele quase pirou. E quando eu contei tudo que aconteceu, durante uma tensa conversa na taverna, onde sempre bebíamos até altas horas... Ele bebeu tanto para manter a calma, que no fim só acreditou no que eu dizia, quando resolvi mordê-lo.
_ Você chegou a morder mesmo mister Shakespeare? Eu não acredito! Não me disse isso. _ diz a garota dando um leve tapa nos ombro do rapaz _ Por que não o tornou um de nós? Ele era um talentoso gênio do teatro, merecia a imortalidade... Até mais que nós dois. Imagine quantas outras obras fantásticas, ele podia ter escrito nos últimos séculos.
_ Ele teve a imortalidade, minha amada, de outra forma, mas teve. Além disso, sua genialidade vinha de sua mortalidade. Tornando-o imortal, eu mataria o gênio.
_ Não compreendo?
_ Amada, a essência do artista está na sua mortalidade, no seu curto tempo de vida... Dê a imortalidade ao corpo e matará o gênio contido em sua alma imortal.
_ Foi por isso que nunca mais colocou os pés num palco outra vez, amado marido?
_ Mas ou menos. Na verdade acho que eu via o teatro, como uma forma de afrontar meu pai e com sua morte, a motivação se foi com ele.
A garota olha na direção do adolescente na mesa ao lado, enquanto falava com seu jovem marido. E quando o adolescente se levantou amedrontado, a jovem sorriu divertida, mas sem deixar seus dentes visíveis.
_ Acho melhor continuarmos nossa conversa nostálgica em outro lugar, Romeo, um lugar mais privado. _ diz ela levantando também, fazendo que o marido levantasse junto, mesmo que um pouco contrariado.
_ Por quê? Isso é uma feira de livros, não é? E estamos falando de um, Juliet. _ diz Romeo ao perceber o que estava acontecendo, divertindo-se com a situação também.
_ Também estou ficando com fome, essa história toda abriu meu apetite.
_ O que acha de procurarmos uma comida típica desse país?
O adolescente sai correndo, sem olhar para trás, deixando uma bolsa cheia de livros que tinha comprado pela feira.
Juliet se aproxima da mesa, onde estava a bolsa de livros deixada pelo adolescente e depois de olhar dentro, diz:
_ Agora está explicado!
_ O que? _ indaga Romeo curioso.
Ela pega um dos livros na bolsa e mostra para Romeo.
_ Acho que alguém andou lendo muito livro de ficção vampiresca, amor. _ diz ela sorrindo, agora deixando à vista seus pequenos e pontiagudos caninos.
_ Drácula! Sempre Drácula. _ diz Romeo meio irritado _ Nunca vou perdoar Will por não ter contado a história verdadeira.
_ Caso Will tivesse escrito a verdadeira história, talvez não tivesse vivido muito para contá-la... Nem nós tão pouco.
_ Somos imortais, minha amada.
_ Creio que isso não quer dizer muito, quando se tem que viver a imortalidade em pedaços. Costumavam esquartejar os supostos vampiros, esqueceu?
_ Por isso que eu adoro esse novo tempo. Todos tão materialistas e incrédulos, que podemos caminha entre as pessoas sem maiores problemas...

1997-2001

K.R.
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Escrever ou não escrever... Eis a questão.

  • Jul. 22nd, 2009 at 11:11 AM
vampire
Eu acho que quando escrevemos algo, queremos compartinhar com os outros.

Seja umas poucas linhas de uma opinião sobre algo, ou mesmo uma história complexa sobre galáxias muito distantes. Um conto original ou uma fan-fiction do programa favorito. Um desabafo no Twitter, ou mesmo um diário pessoal... A verdade é que de alguma maneira, sempre queremos que alguém leia o que escrevemos.

Isso vem desde a época que o ser humano escrevia dário do tipo secreto, que guardava a sete chaves no armário, aos atuais diários virtuais, onde você pode ou não revelar quem realmente é... O fato é que nosso subconsciente tem uma profunda esperança de "ser pego". Escrevemos porque queremos que alguém saiba o que pensamos, sobre o que gostamos, o que fazemos... Queremos que alguém desvende nossos segredos. Caso realmente quiséssemos manter um segredo na escuridão, não iríamos escrever sobre ele.

Agora quando vamos além e criamos um outro mundo através das palavras, acho que a coisa complica. Porque tentamos colocar no papel um mundo que ninguém nunca viu, sobre seres que não existem e queremos que os outros "enxerguem" tudo do mesmo jeito, que nós "enxergamos"... Que esse novo mundo seja tão real para quem lê, quando para nós que o criamos.

A arte de contar história é complexa, pois há a história e há o ponto de vista de quem conta, o que faz a história nunca ser igual, dependendo de quem a conta. Além disso, há o ponto de vista de quem "escuta". Só que quando uma pessoa resolve criar suas próprias histórias, é como criar um novo universo... Cria-se novos lugares e habitantes, assim como suas próprias regras. Algumas vezes esses universos são bem parecidos com esse em que vivemos, outras vezes totalmente diferentes... O fato é que um outro mundo surge e com ele, seres que serão como filhos de seus criadores, que como todo pai ou mãe orgulhosos, querem mostrar ao mundo...

"Viram? Fui eu que fiz." :D

Infelizmente para um contador de história a vida é complicada e fica ainda pior, quando você mora em um lugar como o Brasil. Não me leve a mal, eu adoro meu país. Há tanto aqui para ser visto e apreciado. Infelizmente, não entendo como um país tão fantástico como o Brasil, pode ser também tão complicado de se viver... Especialmente se você é um artista do tipo criativo.

Por exemplo, quantas vezes já ouvi reclamações do tipo: "As pessoas dão mais valor a literatura estrangeira, que a do nosso país..."

Só que na hora de patrocinar um jovem autor brasileiro, ninguém quer. É mais fácil e lucrativo, pegar a obra de um autor estrangeiro já famoso e traduzir, que fazer o marketing de um brasileiro desconhecido. Além disso o fato de gostar de ler obras estrangeiras, não me faz menos patriota, já que ao meu ver, a arte em toda a sua glória, não deve ter fronteiras. Deve ser compartilhada por todos. Arte é inspiração e liberdade de expressão. Seja escrita, cantada, visualizada...

Então porque temos que nos limitar a literatura brasileira, que já deve ter pelo menos um século que anda desatualizada. Porque a maioria dos bons nomes, já morreram a um bom tempo e podemos contar nos dedos, os raros nomes que tiveram a chance de mostrar o seu trabalho nos últimos anos, com pelo menos 80% deles, sendo conhecidos apenas em círculos seletos.

E se o assunto for a literatura fantástica... A coisa fica ainda pior, porque afirmar que gosta desse tipo de literário, é como dizer uma heresia por aqui. E para quem cresceu lendo a literatura fantástica de ninguém menos que Monteiro Lobato, dá vontade de chorar, ao escutar coisas do tipo:

"Não publicamos ficção científica, só literatura brasileira."

E desde quando o gênero ficção científica não é literatura brasileira?! Se foi escrito em português, por um brasileiro, é literatura brasileira. A ignorância de alguns, às vezes me choca mais que eu gostaria de demonstrar. Infelizmente tal absurdo por aqui não é novidade, já que o próprio cinema no Brasil, acha que "cinema brasileiro" é um gênero de filme. Falo isso, dado ao fato que se um cineasta resolve escreve um roteiro original, que não seja "padronizado em dramédia com muita violência, sexo e crítica socio-política", você não faz cinema brasileiro... Ou seja, não existe gênero em filme brasileiro.

No fim das contas, os brasileiros que querem simplismente contar uma história original, que vá além do que foi padronizado nas últimas décadas, estão sendo limitado, censurado e até discriminados. Não podemos ser criativos. E quem o faz, pagará com a obscuridade...

Quantos bons escritores HOJE que falam sobre, por exemplo, vampiros? Acho que quem gosta do tema, vai lembrar de Stephenie Meyer, criadora da febre "Crepúsculo". Só que logo, eu acredito, que L.J. Smith também deve se tornar um nome conhecido por aqui, pois sua história (Vampire Diaries) vai virar série de TV, na próxima temporada americana. E para quem está mais antenado com o mundo dos vampiros, ainda há Alan Ball, o criador dos livros sobre 'Sookie Stackhouse', que deu origem a série de TV 'True Blood'. Além de Tanya Huff, criadora da série literária 'Blood Books', que deram origem a série de TV 'Blood Ties'.

O que esses autores tem em comum? Além do talento, são todos estrangeiros. No entanto, para quem tem maior interesse no mundo vampiresco, sabemos que há no Brasil autores tão talentosos, quanto os quatro acima citados. Só em São Paulo eu sei de quatro talentos 100% brasileiros: André Vianco, Adriano Siqueira, Martha Argel e Giulia Moon. O que eles tem em comum? São brasileiros corajosos, que escrevem sobre vampiros vivendo no Brasil. Provavelmente também são discriminados pelo tipo de histórias que escolheram contar, pois levaram muito tempo para conseguir publicar seus livros e ainda não são reconhecidos como deveriam.

Suas histórias são tão incríveis e elaboradas, que deviam não só ter o reconhecimento devido, mas deviam virar filmes, séries de TV... Os brasileiros que curtem gêneros mais variados como terror, ficção científica, fantasia... Iam ficar muito felizes de uma vez na vida, poder assistir programas desse tipo, com qualidade e 100% brasileiros.

André Vianco, por exemplo, quando você lê 'Os Sete' praticamente dá para imaginar tudo numa tela de cinema... E onde estão os cineastas, que não viram um livro desse? Provavelmente reclamando, que o povo não dá valor ao cinema brasileiro... Será que eles não entendem que o povo quer novidade no cinema, assim como na TV. Ninguém aguenta mais outro filme inspirado em uma tragédia urbana, ou outro programa estilo BBB. O brasileiro está deixando de ver TV e passam mais tempo na internet, buscando novidades no estrangeiro... Porque aqui ninguém quer inovar, só copiar. Porque esses realit show são tudo cópia de programa estrangeiro... Onde está o 100% brasileiro? Depois reclamam. Se bem que, às vezes, eles até que acertam na hora de copiar. Um exemplo disso, é 'Tropa de Elite' que sendo um filme original, 100% brasileiro, que fez um sucesso inesperado e ganhou prestígio. Agora há pelo menos três séries de TV, falando de temas policiais... Já é um começo!

Uma sugestão interessante, já que querem só copiar, é a série americana 'Supernatural' (de enorme sucesso tanto no estrangeiro como aqui no Brasil), que no começou pegava lendas urbanas e adaptava, até criarem a própria mitologia. Quem gosta de assuntos sobrenaturais, sabe que só no Rio de Janeiro e São Paulo há lendas, que poderiam compor uma série de TV bem interessante e 100% brasileira.

Ou seja, temos talentos e idéias no Brasil, só precisamos de PATRICÍNIO... Urgente! E não estou falando dos que existem atualmente, que só beneficiam os grupos que seguem os padrões. Falo de patrocínio para novos talentos... Patrocínio para quem busca liberdade de criação. Além de um pouco de consideração. Porque é fácil criticar, quero ver sentar e escrever um roteiro ou um livro. Melhor ainda... Quero ver sentar e escrever um livro, sobre assuntos que não existem e ser convincente, como os escritores de fantasia e ficção científica fazem.

K.R.
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